Tosquiadela #28: Académica


1. É sempre pior trabalhar do que ver o BENFICA. Pelo menos do ponto de vista de quem tem trabalho.
2. Dito isto, termina aqui a tosquiadela porque não há nada para escrever sobre um jogo que não vi.
3. Quer dizer, poderia fazer disto um enorme chouriço para reflectir sobre o aquecimento global ou então sobre os golos do Montero.
4. Sim, o Adrián Lopez também marcou muitos. Considerando que este super-mega-craque custou tantos milhões diria que, o saldo da venda do Danilo não chega para comprar fruta.
5. Sim, fruta! Ou apostas, ou então jogadores do Rio Ave.
6. Mas, vamos à bola - No meio, o Pizzi e o Samaris devem ter jogado muito.
7. Nas alas o Nico é a escolha do Mourinho que deve estar em trânsito para Paris ou então é o Nico que vai para Paris e o Mourinho fica a ver.
8. Alguém querer comprar o Patrício é piada, certo?
9. Mas, parece-me que o Jonas Pistolas merece o nosso destaque. Aquele toque de bola. Se tivesse visto o jogo teria gostado de o ver jogar.
10. Falta um jogo para o clássico.
11. Vamos encher o restelo.

Foda-se! Colinho, colinho.





















O Nuno quer a cadeira de sonho na próxima época.


E para isso já começou a treinar o discurso á Lotopegui...que ele próprio visionariamente inventou.

Vamos dar um nome a isto?


A BOLA adiantou-se, mas o Cabelo tem autoridade suficiente para sugerir um novo nome para esta coisa.
Aqui fica o vídeo sem legendas.

Tosquiadela #27: Nacional


1. É melhor ganhar ao sol do que perder à chuva.
2. Quase 50 mil almas na Catedral. Percebo o que diz o Jesus e tenho imensa dificuldade em perceber alguns dos adeptos. Vão assobiar o ...!
3. O Júlio César  recebe no peito e sai a jogar. É de craque.
4. O Maxi, no jogo com o Nacional, resolveu jogar mesmo ali à minha beirinha. Há já uns tempos que queria assistir a um jogo na luz, na central, no nível zero. Queria ver bem de perto o que dizem os olhos deles. O Maxi é inacreditável! Que entrega!
5. O Eliseu...
6. O Jardel parecia o patrão e o Lisandro tremeu um pouco, mas não foi por eles que a equipa abanou naquela meia hora final.
7. O Samaris foi para mim o melhor em campo. Lembrei-me daqueles passeadores de cachorros (desculpem lá a comparação estúpida), que com imensas trelas controlam toda a matilha. Está com muita qualidade na posse de bola e no passe curto. Penso que terá de melhor a presença física nas jogadas à Javi Garcia e ser um pouco mais vertical como o Matic começou a ser quando se tornou craque.
8. O Salvio esteve em grande nível e foi o oposto do que tinha sido em Vila do Conde.
9. O Jonas Pistolas - os golos falam por ele, mas é naqueles pequenos instantes em que ele, no meio da defesa adversária, congela o jogo e guarda a bola à espera do apoio. Esteve fantástico. Nota 5 para o Pistolas.
10. Cabelo do Niko e não se fala mais nisso.
11. Venha o próximo - ganhamos os 3 próximos jogos, um de cada vez, pois claro, e somos campeões!

Um post completamente desnecessário

Este post poderá ser particularmente útil na luta pelo acesso à Champions.
O serviço público do Cabelo - Regulamento da Liga:

Artigo 13.º Desempate em caso de igualdade de pontos

1. Para estabelecimento da classificação geral dos clubes que, no final das competições a disputar por pontos, se encontrarem com igual número de pontos, serão aplicados, para efeitos de desempate, os seguintes critérios, segundo ordem de prioridade:

a) número de pontos alcançados pelos clubes empatados, no jogo ou jogos que entre si realizaram;
b) maior diferença entre o número de golos marcados e o número de golos sofridos pelos clubes empatados, nos jogos que realizaram entre si;
c) maior número de golos marcados no estádio do adversário, nos jogos que realizaram entre si;
d) maior diferença entre o número dos golos marcados e o número de golos sofridos pelos clubes nos jogos realizados em toda a competição;
e) maior número de vitórias em toda a competição;

f) maior número de golos marcados em toda a competição.

Memória

Haverá outra explicação para o jogo na Madeira?

BARCELONA

Eu sei que um BENFIQUISTA nunca poderá ser do BARÇA. E eu não sou - o meu clube em Espanha é o REAL.
Acontece que o REAL teve dois problemas nos últimos tempos, ambos de terras Lusas e, por onde ambos andarem, não ando eu.
Mas, isso para o caso não interessa nada.
Serve o presente post apenas para destacar o ambiente do maior clássico do MUNDO. E, lá como cá, a equipa da casa ganha o clássico e é campeão!

Tosquiadela #26: Rio Ave


1. É sempre melhor perder em Vila do Conde do que empatar na Madeira.
2. Começando pela fotografia, disponível no site do único jornal desportivo que eu compro, podemos facilmente perceber que os adeptos e a equipa estão juntas. O erro do Maxi, no lançamento, significou um ponto, mas, apesar disso, as selfies são a prática das benfiquistas em Vila do Conde. Uma imagem que vale mais do que...
3. Não é fácil tosquiar em cima desta derrota, mas uma bolachita vai dar-me a energia suficiente para continuar.
4. Continuo a pensar que os centrais do BENFICA, como o Júlio César são parte dos pilares do BENFICA - é com eles que vamos chegar ao título. Entendo perfeitamente o lance do Luisão - fez o que tinha de ser feito.
5. Os laterais estiveram em dia não - o Eliseu, nem para cima, nem para baixo, apesar do JJ empurrar para a frente. O Maxi esteve num dia não, mas continua a ser um HOMEM fantástico, com um alma. O nosso 11, é o MAXI e mais dez!
6. O JJ merece ser responsabilizado pelo dia não do nosso meio-campo, ou antes, da segunda parte menos forte do Samaris e do Pizzi. E a coisa explica-se de forma simples: o avançado do Rio Ave lesionou-se e entrou um craque, uma espécie de pulga com muita bola nos pés. E, este craque conseguiu ser a referência do pontapé prá'frente do keeper verde e branco - e foi a fonte de pânico na área central do Benfica, onde o Samaris e o Pizzi estiveram muito longe dos centrais. O Rúben Amorim deveria ter entrado aos 60 minutos, momento tradicionalmente usado pelo Jesus para fazer a primeira substituição.
7. Nas alas, o Salvio esteve bem, mas muito longe do que já vimos. Percebemos que o site do BENFICA hoje destaque o melhor Salvio de sempre, mas eu quero mais...
8. O Talisca, numa ala? Ó mister??? Mas, de quem foi a ideia?
9. Alguém me sabe dizer porque é que o Jonas não foi a Vila do Conde? E aquela bola de cabeça do Lima?
10. Faltou o Niko. Este menino - eu já sugeri a alteração do nome  aqui do corner? - faz, como ninguém a ligação entre as dimensões defensiva e ofensiva da equipa, nomeadamente na condução com bola na transição ofensiva. Sentimos muito a tua falta.
11. 26 jogos, 21 vitórias, 2 empates e 3 derrotas. 63 golos marcados e 13 sofridos. São 3 pontos de vantagem, considerando também a vitória por 2-0 no pelado do Dínamo da BCI. Faltam 24 pontos, mas creio que 4 vitórias nos próximos 4 jogos e temos o bi na mão.

Segundo título consecutivo na modalidade pole position


Embora só tenha suado em dois ou três...


Espinhas atravessadas (embora direitas)





Um dos modus operandi para garantir presenças na Europa a poucas jornadas do final ou então é só a tal luta entre nalgas pela transparência acastanhada no futebol português.

RAINHAS DA EUROPA

Escrevi e apaguei estas linhas vezes sem conta. Sinceramente, não sabia o que escrever. Queria estar no aeroporto, de camisola vestida e cachecol no ar a cantar ‘’Somos nós, somos nós… As Campeãs da Europa somos nós’’. Mais do que uma conquista do Sport Lisboa e Benfica, é uma conquista do Hóquei Feminino Português! Uma das conquistas que faltava ao Hóquei Feminino e que tem que servir de mote para a conquista de um título Europeu pela seleção.

Três anos após da criação da equipa feminina, e depois da hegemonia nacional ser total, faltava a esta equipa vingar na Europa. E eis que no primeiro ano que compete na prova europeia mais importante de clubes… chega, joga e vence!

Depois de, nos quartos-de-final frente ao poderoso Voltrega, a eliminatória ter ficado decidida no golo de ouro, as ‘’meninas’’ do Hóquei embarcaram rumo a Manlleu com o objectivo de trazer o título para o Cosme Damião.

Na meia final, diante das anfitriãs do Manlleu, a equipa encarnada conseguiu vencer por 4-2, com golos de Marlene Sousa, Rita Lopes (2) e da capitã Inês Vieira. A história começava a escrever-se. O título europeu estava à distância de 40min, bastava bater na final as francesas do US Coutras.

Pela primeira vez desde a História desta competição, o jogo derradeiro não tinha como figura nenhuma equipa espanhola.

A ‘’nossa’’ equipa feminina vestiu e sentiu o Manto Sagrado, cumpriu aquilo que tantas vezes Paulo Almeida pede: ‘’Ser Benfica, porque no Benfica só se pensa em vencer’’. Elas entraram, honraram o nosso símbolo e no fim… no fim, o desfecho foi quase natural. Sempre que esta equipa disputa um título, saímos todos a gritar Campeãs!

Quatro golos de Marlene Sousa, que tinha colocado o Benfica na Final4, ao marcar o golo de ouro frente ao Voltrega, e um de Sofia Vicente que colocou o marcador final em 5-2. Agora, as campeãs de Portugal são também Campeãs da Europa! E nós… nós, cada vez mais, nos rendemos à raça e ambição de uma equipa à Benfica. Uma equipa com o nosso ADN, que só sabe conjugar um verbo: Vencer!

Chegou o Benfica e as equipas espanholas deixaram de ser detentoras do título Europeu. Que bem que fica este troféu nas vitrines do Cosme Damião, ao lado da Liga Europeia do Hóquei masculino!

Parabéns meninas! Obrigado por erguerem bem alto o nome do nosso Hóquei Feminino… ele merece. 

Raquel Abreu, Andreia Dâmaso, Sofia Cabrita, Rita Lopes, Ana Arsénio, Rute Lopes, Inês Vieira, Sofia Vicente, Ana Santos, Marta Vieira, Maria Celeste Vieira, Marlene Sousa

ONDA VERMELHA na Vila


Vila do Conde é uma terra especial. Não tem a marca burguesa da Póvoa Pronto, pronto - a Póvoa é muito fixe também, blá, blá...
E, Vila do Conde tem um encanto próprio da pequena cidade junto ao mar, mas que ainda não foi invadida pela loucura hoteleira rasca. Vale a pena visitar Vila do Conde e ainda se sugere com mais força uma refeição por estes lados. Há muitos e bons pratos por estes lados.
É a terra por onde anda o nosso João Gobern. Correção - É a terra ao lado da terra do nosso João Gobern, blá, blá...
Mas, não é isso que nos levará até ao norte do Distrito do Porto.
Sábado, ao fim da tarde, o GLORIOSO SPORT LISBOA E BENFICA vai estar em Vila do Conde para mais uma etapa da Onda Vermelha.
Como tenho vindo a escrever repetidas vezes, esta é a segunda parte do campeonato, um conjunto de jogos que fica entre o jogo com o Braga e com o Dínamo da BCI.
São dois jogos fora de dificuldade média alta e dois jogos em casa para conseguir no mínimo 12 pontos: Rio Ave (f), Nacional e Académica em casa e depois uma visita a Belém.
Vamos começar por Vila do Conde, onde o Dínamo também tem de ir, sendo que o investidor comum, o Empresário dos Empresários não irá deixar que nada de extraordinário aconteça ao seu investimento. Logo, meus caros, só podemos contar mesmo com as nossas vitórias.
Não é nada contra ninguém e nem precisamos de chavões do tipo "contra tudo e contra todos", já a circular na boca dos imbecis do clube menor. É disso que eles se alimentam e daí a nossa obrigação de os deixar a falar sozinhos.
Vamos ser a prancha que os nossos meninos precisam para derrubar esta muralha verde, ainda por cima cheia de "buracos".
Confesso que cheguei ao momento em que interessa pouco se chego ao café e peço uma Bica e um Queque ou um Bico e uma Queca. A ordem dos factores, com comutativa, sem associativa ou até com distributiva é completamente aleatória, desde que o resultado final seja a vitória do BENFICA.
Acontece que o Estádio dos Arcos é um mini-estádio: 10751 lugares.
Ora, a zona envolvente do Estádio dos Arcos é espectacular, o tempo vai estar bom e, como já escrevi, em Vila do Conde, os lanches e os jantares podem ser bons e baratos.
O que vos parece se a malta do SPORT LISBOA E BENFICA fizesse algo que nunca tenha sido feito? É a última oportunidade que o pessoal do NORTE tem de dar uma ajudinha vermelha.
Será possível que os BENFIQUISTAS invadam a zona envolvente do estádio dos Arcos e, desde a chegada da equipa até ao fim do jogo, se juntem, com a sua voz, à voz dos 10 mil que vão estar junto do estádio?
Até aposto que se conseguia um ecrã gigante... Mas quem precisa de imagens quando tem a alma ali mesmo...
Eu sei, a ideia é estúpida, mas eu quero MESMO voltar ao Marquês para festejar o 33... 34!



Mind Zero

Confesso que vejo regularmente o Trio de Ataque. Isto não deixa de ser estranho porque não sei bem por que razão o faço. Gostava de ver antes, quando o António Pedro Vasconcelos e o Rui Moreira estavam no programa. Adorava a ironia do Rui Moreira, uma ironia bem portuense que penso não existir noutros pontos de Portugal e que ele representava muito bem. Certo, raramente concordava com as suas ideias, mas muitas vezes não precisamos de estar de acordo com alguém para termos prazer em ouvi-la e não tenho problema algum em admitir que gostava muito de ouvir o Rui Moreira. Deixei de seguir o Trio de Ataque depois da saida destes dois e, ultimamente, tenho voltado a assistir ao programa. Porquê? Porque divirto-me bastante com as calinadas argumentativas do Miguel Guedes. Não é preciso ter frequentado o primeiro ano da Licenciatura de Direito ou de Filosofia para identificar a desonestidade intelectual constante da personagem e a sua falta de carácter que o leva a utilizar falácias para convencer o seu auditório.


1. Há coisa de três semanas, o Gobern apresentou uma lista de oito jogadores que não jogaram contra o Porto por diferentes razões (disciplinares, lesões, etc.). Na semana seguinte o Miguel Guedes apresentou uma lista com mais de vinte jogadores que não jogaram contra o Benfica, defendendo assim a tese segundo a qual se suspeitamos de forças obscuras que impedem certos jogadores de defrontar o Porto, então muitas mais razões temos de suspeitar nos casos relativos ao Benfica.

Onde se encontra a falácia? Simples! Ela encontra-se na "qualidade" do conceito e na diferença dos critérios utilizados para as duas listas. A lista do Gobern não contemplava todos os jogadores que foram impedidos, por diversas razões, de defrontar o Porto. Ela contemplava exclusivamente os jogadores que têm uma ligação com o Porto, ou porque jogaram no clube no passado, ou porque jogarão no futuro, ou então porque manifestaram publicamente o seu amor a esse clube. Ora, a lista do Miguel Guedes contempla todo o universo de jogadores que foram impedidos de jogar contra o Benfica. Ora, se formos desonestos intelectualmente como o Miguel Guedes demonstrou ser e retirarmos o critério "jogadores com ligação ao Benfica", naturalmente a lista é muito maior : contudo tem como objecto algo completamente diferente do objecto de estudo apresentado pelo Gobern. Por outras palavras, Miguel Guedes comparou o incomparavel fazendo passar um conceito diferente pelo mesmo conceito.

Tenho pena que o Gobern não se tenha lembrado das suas próprias palavras e não tenha dito : "meu caro, essa lista é muito bonita, mas agora utiliza os mesmos critérios que eu utilizei". É normal que o Gobern não tenha tido essa reacção. Uma das estratégias mais simples para ganhar uma discussão quando a qualidade do nosso argumento é fraca, é desviarmos a atenção do que é dito e esmagarmos o nosso interlocutor através da quantidade e dos números. É uma estratégia bastante elementar e contudo bastante eficaz. Pensem que se trata de uma das estratégias mais utilizadas pelos politicos nos debates. Para convencer a audiência, caiem frequentemente na enumeração dos exemplos como se o exemplo, essa cobardia argumentativa como dizia o Fernando Pessoa, chegasse por si mesmo a demonstrar o que quer que seja. Quanto mais exemplos, melhor então!, na lógica elementar em que a quantidade é igual à qualidade. Quantas vezes ouviram um politico a disparar uma enormidade de números para defender a sua tese e assim impressionar a audiência com a suposta validade matemática? Pois é, o importante numa enumeração não é a quantidade do que é dito, mas os critérios utilizados para a interpretação do que é dito e esses critérios não foram os mesmos que estiveram na base da lista do Gobern e na do Miguel Guedes.

2. Mais uma prova da desonestidade intelectual do Miguel Guedes é a estratégia segundo a qual uma verdade relativa (relativa a quem a profere) é transformada, na argumentação, em verdade absoluta. Esta "verdade absoluta" que o Miguel Guedes tem apresentado consiste no favorecimento extremo ao Benfica da parte das arbitragens, repetindo ultimamente que a balança não será equilibrada no final. Note-se, de passagem, que ele começou com este discurso há coisa de um mês, ou seja, mais ou menos a meio da época. Entretanto aconteceu o Boavista-Porto e o consequente Porto-Sporting, por exemplo. Mas passemos isto.

Afirmar que a balança não será equilibrada no final pressupõe que, de facto, o Benfica foi muito beneficiado até agora. E o que o Miguel Guedes tem a apresentar para defender esta tese? Uma lista (mais uma!) com a quantidade de vermelhos que as equipas que defrontam o Benfica tiveram. Voltamos assim ao ponto um e à diferença entre um argumento quantitativo e um argumento qualitativo. Através da quantidade, o Miguel Guedes quer evitar a discussão sobre a qualidade do argumento, neste caso se os vermelhos foram justos ou não. Toda a retórica do Miguel Guedes consiste em apresentar tudo isto como uma verdade absoluta, adicionando a frase choque (oh propaganda, propaganda!) que não podemos comprar outra realidade. Quando interpelado pelo Gobern, que lhe diz que se trata exclusivamente da interpretação do Guedes, a personagem agarra-se à evidência afirmando "claro que sim, sou eu que estou a falar". Pois é, mas a desonestidade intelectual encontra-se precisamente no facto de ele construir toda a sua teoria tentando esconder a sua subjectividade. Se é ele que fala, então ele que assuma a sua pessoa nos argumentos e não tente fazer passar gato por lebre... é relezito.

3. Ontem tivemos algo de interessante relativamente ao apito dourado. Os portistas têm variadissimas estratégias em relação às escutas. Existem aqueles que pura e simplesmente nunca ouviram as escutas. Trata-se da estratégia da avestruz, da estratégia de "quem não quer ver, de quem não quer ouvir", como tão bem cantava o José Mario Branco. Não conhecendo as escutas, elas nunca existiram e a realidade torna-se mais suportavel. Depois existem aqueles que ouviram, mas que recusam-se a falar do assunto. Outra forma de negar a realidade, mais cobarde esta porque, ao contrário dos primeiros, estes têm conhecimento de causa, mas não têm a coragem de assumir o peso da realidade. Finalmente existem aqueles como o Miguel Guedes. Ouviu as escutas e, em vez de falar nelas, dispara para o lado afirmando que as escutas deveriam ter sido igualmente feitas "do Centro para baixo".

Ele até pode ter razão, mas isso não invalida em nada o facto de terem sido feitas escutas do Centro para cima, nas quais escutas mostra-se de forma clara que muito do sucesso do Porto dependeu de jogos de influência e de corrupção. A desonestidade intelectual do Miguel Guedes aqui é assim bem evidente e pode ser reduzida a isto : não é porque eventualmente outros ganharam de forma suja que quem de facto ganhou de forma suja pode ser ilibado (faço um parêntesis para dizer para nunca se esquecerem que o Porto foi ilibado na justiça por uma questão de forma - escutas ilegais - e não pelo conteúdo das ditas escutas). Trata-se de mais uma estratégia bem comum no mundo da politica onde quando um responsavel é alvo de um caso, uma das suas primeiras reacções é desviar as atenções para os outros (ainda recentemente, quando o caso Passos surgiu, a máquina PSD apontou logo as baterias para o Costa).

E pronto, o texto vai longo, mas o espectáculo que o Miguel Guedes tem dado merece que se aponte bem as razões não apenas porque canta sem encantar, mas igualmente porque não tem grande sucesso como advogado : é que nem é preciso ter feito advogacia para levantar todos os erros formais na argumentação do Mind Zero.

Tenho pena que o Trio de Ataque se tenha transformado num programa tão politicamente correcto. Nos tempos do Rui Moreira e do APV não havia tanto "faux-culs" : eles diziam o que pensavam tal como pensavam. Agora não e ontem o Gobern demonstrou isso mesmo. Como é possivel ele criticar toda a campanha que tem sido feita contra o Benfica nos media e dizer que o Miguel Guedes... não é dos elementos mais activos dessa campanha? é triste! Bem dizia o Scolari que um dos problemas de Portugal é que os portugueses, mesmo quando insultam alguém, pedem desculpa. Do estilo "Desculpe lá, mas você é um merdas". Respeitinho, respeitinho : é muito bonito e mostra boa educação.

Colinho

Boa semana!
É mesmo muito colinho!
É a nossa maior arma, vamos usar o que temos com TODA a força!

"Mais de meio milhão de pessoas já estiveram nas bancadas do Estádio da Luz, esta época, nos jogos para a Liga.  No total, o palco dos encarnados recebeu 538.560 espectadores em 12 encontros. 
A última receção, sábado, ao SC Braga, registou a presença de 60.222 visitantes, a segunda melhor casa da época, apenas batida no derby com Sporting, ao qual assistiram 61.895 espectadores. "