Comparações

Há anos que defendo a teoria de que o caminho do SPORT LISBOA E BENFICA se faz, independentemente dos trilhos que outros pretendem desenhar. Ignoro, quase sempre, o que fazem os outros e não me tenho dado mal com a opção.
No entanto, serve o presente post, tal como o anterior, para procurar mostrar aos menos atentos a forma tendenciosa como tem sido tratada a abordagem do SPORT LISBOA E BENFICA ao mercado de jogadores.
O Carlos Alberto chama à atenção para o desmantelamento de uma equipa de milhões, ali para os lados de Contumil.

Dos mais usados na última época, o SPORT LISBOA E BENFICA perdeu o Maxi. É também verdade que temos o Salvio no estaleiro por uns meses e o Gaitan, mais fora do que dentro. Mas, em bom rigor, de 11, temos um ausente.
A norte, dos 11 mais usados, estão 6 fora (Danilo, Jackson, Fabiano, Casemiro, Oliver e Quaresma) e um encaminhado (Alex Sandro).
Ora, parece-me evidente uma primeira conclusão: o BENFICA mantém a sua estrutura e o porto, pelo segundo ano consecutivo, muda tudo.
Para poder ser rigoroso, importa também escrever o que foi feito para encontrar alternativas.
No caso do BENFICA, parece-me que o Sílvio e o André Almeida concorrem para o lado direito da defesa, o Talisca para o lugar do Salvio e, confesso, ainda não conheço o suficiente de todos os outros para poder dizer mais do que isto.
A aquisição, ainda que, por empréstimo, de um jogador como o Markovic tornaria esta equipa "perfeita".
A norte, o Casillas vem para a baliza, mas desportivamente, não me parece que traga nada de novo. O Maxi leva raça e alma (o que falta há muitos anos no porto), mas desportivamente, não é melhor que o Danilo. No meio-campo há a mentira dos 20 milhões (ainda há quem acredite nesse preço?) e continua a faltar alguém para o lugar do Oliver. Quando a substituto do Jackson, nada e, se o Brahimi existir, com o Tello, está encontrado o substituto do Córesma.
Atendendo a que é ao porto que compete correr atrás do prejuízo (dois anos a seco!), parece-me que seria honesto da parte da comunicação social dar destaque a esta dificuldade em construir um plantel competitivo, ignorando ao mesmo tempo a estabilidade que o BENFICA vive.
Assinalo ainda, a dificuldade em saber coisas sobre o BENFICA, quem joga, quem entra, quem sai, que modelo, com que táctica. E, esta capacidade de gerir informação, internamente é um enorme trunfo que os nossos adversários ainda não têm.
Dito isto, fica a pergunta: porque é que a comunicação social continua a "assustar" o mundo vermelho e a branquear o mundo azul?


Que maravilha de história

Os leitores do Cabelo andam particularmente sensíveis e eu percebo - não é fácil lidar com um bicampeonato, coisa singular em tempos de internet. Mas, é tudo uma questão de hábito, porque o tri é já a seguir.
E, tal certeza, resulta da convicção de que estamos a fazer tudo bem feito e para o justificar, vou fazer um pouco de história comparativa.


Em 1994 chegava ao SPORT LISBOA E BENFICA Michel Preud'Homme. Não é fácil descrever a qualidade deste Guarda-redes e não estarei muito longe da verdade se o integrar no lote dos melhores jogadores que alguma vez passou pelo BENFICA.
No entanto, de nada nos serviu porque vestiu o Manto Sagrado no pior momento da nossa história.

Também em 1994 chegou a Lisboa um craque, à época dos melhores do mundo - o parceiro de Maradona - Caniggia. Uns anos mais tarde chegou uma outra estrela - Poborsky.
Um e outro, incomparáveis na atitude, mas com resultados semelhantes: zero títulos.
Numa fase posterior, o SPORT LISBOA E BENFICA virou-se para as carcaças: Drulovic, Zahovic, Argel e João Manuel Pinto foram alguns dos reformados a norte que chegaram à segunda-circular.
A mudança de estratégia trouxe o mesmo resultado das estrelas internacionais: zero títulos.
Pelo meio, tivemos também um momento Lopetegui british, quando um batalhão de ingleses aterrou na Luz. Exactamente com o mesmo resultado.
Ora, cumprindo a promessa comparativa apresentada no início do post, aqui ficam algumas perguntas:
a) Lopetegui e Souness? :)
b) Maxi e Drulo / Zahovic?
c) Michel e Casillas?

Quero com isto significar, que é um prazer poder ver a história acontecer aqui por contumil. É tão evidente o desespero da máquina azul que só nos resta sorrir.
São vitórias na pré-época, umas atrás das outras, craques que chegam e que vão. 
Mudanças? 
Muitas, permanências poucas e, também por isso zero títulos.
Na nossa casa, tudo arrumadinho e até entramos em campo, para uma excelente primeira parte, com 11 jogadores do ano passado.
Perfeito!

Gracias


Chegou, agora sim, a hora. Obrigado Aimar.

Escreveu aos companheiros do River:
"Compañeros, antes que nada quiero agradecerles a todos por lo bien que me trataron estos meses que me tocó estar con ustedes. La pasé muy bien, siendo parte de un grupo de personas fantástico. Intenté todo para poder estar físicamente a la altura de ustedes. No me dio, ayer me comunicaron que no voy a estar en la lista de la Copa, y lo entiendo, no quiero ocupar un lugar que seguramente es para otros muchachos. Por eso decidí dejar de jugar profesionalmente. Los voy a estar alentando desde fuera, espero que consigan todo lo que se merecen. Un día de estos paso a saludarlos y a agradecerles personalmente por cómo me trataron. Grandes abrazos para todos!!”."

Puzzle completo

Agora que os três grandes já voltaram ao trabalho, nunca a predisposição dos treinadores teve tanto sentido: um benfiquista a treinar o Benfica, um sportinguista a treinar o Sporting e um espanhol a treinar o clube cujo presidente fugiu para Vigo.

Nomeações Vs Sorteio

Sorteio. Digo desde já que não sou a favor do sorteio e isto por uma razão muito simples. Por princípio não sou de apoiar o que vai contra o bom senso. O bom senso sobre a arbitragem diz-nos o quê?:

1. Tal como em todas as actividades, também na arbitragem existe quem faça o seu trabalho com qualidade e quem tenha mais dificulades em atingir essa qualidade. Tal como existem bons e maus mecânicos, bons e maus professores, bons e maus tudo, também existem bons e maus árbitros.

2. Tal como em todas as actividades, também no futebol existem missões mais complicadas. Tal como é mais fácil fazer uma estátua de barro do que fazer uma outra a partir do mármore, é bem mais fácil arbitrar um jogo que não conta para nada entre duas equipas do meio da tabela no final do campeonato do que arbitrar um jogo que decide um titulo, sobretudo se esse jogo for entre rivais.

3. Assim sendo, sabendo que existem bons e maus árbitros e que existem jogos mais dificeis do que outros, o bom senso diz-nos que são os melhores árbitros que têm que arbitrar os jogos mais complicados.


Ora, se sou contra o sorteio é porque o sorteio implica negligenciar isto que me parece ser uma evidência. Tanto é uma evidência que não sei como quem é a favor do sorteio pode negar estes três princípios. E contudo fazem-no. Porquê? Penso que é porque enganam-se no alvo da critica. O problema não se encontra nas nomeações enquanto tais. O problema encontra-se numa coisa que muito contribui para as suspeitas legitimas de todos, sem excepção : a falta de transparência nas nomeações realizadas e a falta de transparência nos critérios de avaliação dos árbitros.

1. Sobre a falta de transparência nas nomeações, todos, independentemente do clube que apoiam, podem dar exemplos. Como raios é possivel, por exemplo, que um  árbitro que repetidamente comete erros para o mesmo lado continue a arbitrar o clube que constantemente prejudica ou favoriza (consciente ou inconscientemente)?

2. Sobre a falta de transparência nas avaliações, como raios é possivel que um Olegário Benquerença tenha chegado a ser internacional, ou seja, tenha conseguido as avaliações necessárias para ser considerado um dos melhores de Portugal e assim conseguir espalhar magia por essa Europa fora (lembram-se do Inter-Barcelona?) envergonhando... a própria arbitragem nacional?

O problema não se encontra no sistema da nomeações. É o sistema mais correcto porque pura e simplesmente é o sistema mais racional. O problema encontra-se, precisamente, na falta de racionalidade e de objectividade dos critérios sobre os quais as nomeações e as avaliações são feitas. Em vez de clarificar estes critérios, uma maioria, curta, de clubes decidiu cortar pela raiz e passar ao sorteio. Agora expliquem-me como o sorteio pode melhorar a coisa senão aumentar ainda mais a hipocrisia disto tudo. Porquê?

1. Não vai existir sorteio algum. O próprio sistema do sorteio implica condicionamentos que fazem com que, finalmente, a escolha de um árbitro para um jogo resulte numa nomeação indirecta porque o naipe de árbitros disponiveis é reduzido à partida por esses mesmos condicionamentos. Quem anda aí todo contente com o sorteio que me diga : que condicionamentos são esses? Têm conhecimento deles ou têm confiança cega na palavra "sorteio", tão cega que acreditam realmente que a coisa vai ser melhor agora?

Colocando a coisa com exemplos. Caros sportinguistas, maiores defensores do sorteio, vão começar a questionar-se agora sobre o modelo de sorteio implementado ou quando apanharem o Capela em dois dos vossos três últimos jogos da Liga, sabendo que estes são contra o Porto, o Guimarães e o Braga?... já agora... o calendário português é feito por "sorteio"... não acham engraçado que agora que lutam pelo titulo (ou dizem que lutam e têm condições para tal) vos calhou, na fase decisiva do campeonato, três jogos de dificuldade elevada? Têm mesmo a certeza que o "sorteio" é a melhor forma de acabar com as suspeitas?

2. Estamos todos de acordo que um dos problemas da arbitragem nacional é a avaliação obscura que é feita aos árbitros. Digam-me agora, como é que essa avaliação vai ser mais objectiva se os clubes vão participar nela? Digo com toda a sinceridade : se eu tivesse que avaliar certos árbitros, não teria distância suficiente para fazê-lo de maneira imparcial e duvido muito que vocês a tivessem. Introduzir os clubes na avaliação dos árbitros é juntar confusão à confusão.

E pronto, isto é tudo uma grande hipocrisia, uma falta de bom senso enorme. É a reprodução de um velho hábito português onde, em vez de olharmos de frente para o problema que temos, queremos cortar radicalmente com ele pela raiz mesmo se nos enganamos de objecto. É como nos tempos da Inquisição quando "bruxas" eram queimadas e, nesse acto, o pessoal pensava que se livrava do mal. Pois... o problema é que o mal persiste e pior ainda porque temos a ilusão que cortámos com ele.

O sucesso azul na noite

Ou a noite e o sucesso azul.
Todos o sabiam. Todos o sabem, mas o silêncio é quase total.
Sabe o Holandês que quase morria num acidente, sabe o Adriano o que lhe aconteceu à saída de uma discoteca.
Diz-se que os Diretores controlam a noite, diz-se que é por lá que surgem as Primeiras-damas e até se diz que é por lá que as claques se financiam.
Diz-se tudo, mas, num dia como o de hoje, o silêncio é quase total - uma passagem pelos sites noticiosos e ZERO (ou quase) de referências à entrada da Justiça no núcleo do poder mafioso.
É que o medo é uma coisa muito séria.
Por isso se escreve este post sem nada dizer, apenas para lembrar que ninguém se esquece.

Comunicado de Jorge Jesus

JJ já não faz palestras, pelo menos na pré-época. Agora prepara-se tudo para começar a festa do campeonato.



Venha o 35!

Dia 2 de julho de 2015, 15h.

E cá estão eles outra vez.
Começa um novo ano e tudo o que está para trás, é passado. O BI jé era - temos que juntar mais uma para a festa.
Há muito para comentar, para discutir, mas, agora, é mesmo só dar o pontapé de saída para o 35.

O 11 do SPORT LISBOA E BENFICA para o #35


Começar a época a 2 de julho e ter o encerramento do mercado a 31 de agosto significa que tudo o que se escreva hoje poderá ser mentira amanhã, mas em boa verdade, adivinhar os resultados depois do jogo terminar, nunca foi a nossa especialidade.
Na época que agora termina o plantel foi particularmente pequeno e isso é notório na quantidade de minutos que alguns jogadores fizeram (fonte: zerozero.pt):

O onze tipo acabou por ser:
- Júlio César
- Maxi, Jardel e Luisão, Eliseu
- Pizzi / Enzo / Talisca, Samaris
- Salvio e Gaitan
- Jonas e Lima

Houve três suplentes que tiveram mais de mil minutos (+- 11 jogos): Ola John, André Almeida e Derley.
E, foi isto o BENFICA 2014/2015. Foi isto o 34.

Para ir atrás do #35, do onze tipo da última época, temos:

- Júlio César
- Maxi, Jardel e Luisão, Eliseu
- Pizzi / Enzo / Talisca, Samaris
- Salvio e Gaitan (?)
- Jonas e Lima

Ora, perante este cenário, penso que a confiança só pode ser total.


Lindelof campeão europeu

Mais um título para o Benfica.