Depois de Vigo, nada temos a temer

Confesso que pensei em Vigo.
Não não foi em Baiona, aquele local muito bucólico, onde as meias das meninas vão do joelho até...
Vigo. Foi mesmo de Vigo porque eu estive lá.
E tendo vivido na primeira pessoa uma das maiores catástrofes futebolísticas do SPORT LISBOA E BENFICA sempre pensei que depois da Galiza, só a fonte da juventude seria o limite. Pior seria impossível, mas em boa verdade a história acabou por me mostrar que Vigo foi só uma etapa.
De lá para cá muita coisa aconteceu, mas houve alguns momentos marcantes e dois deles foram ao nível diretivo: a saída de Vale e Azevedo e a mudança de testemunho de Vilarinho para Vieira. Ao nível das estruturas físicas a construção do novo estádio - com uma final de um campeonato da Europa e agora com a final da Champions - e do Centro de Estágio.
E, claro, ao nível humano, a entrada de Jorge Jesus. Houve ali um Trapattoni, depois os dois Hermanos mas, em boa verdade, a mudança chegou com Jorge Jesus.
Há um enorme fosso entre o BENFICA de Vigo e o Benfica dos nossos dias. É tão brutal a diferença que nem consigo comparar, mas só para os leitores mais anti-Vieira do que benfiquistas, pensem no que foi o nosso jogo em Londres há umas semanas e comparem com Vigo.
O caminho faz-se caminhando e tirando a 2ª época de Jesus, em todas as outras, o trabalho tem sido muito bom, com a promoção permanente de jogadores - quem foi aquele médio centro que vendemos há uns meses para Inglaterra e de quem já não sinto a falta? E, objetivamente, estivemos sempre muito perto de ganhar. Perdemos sempre por culpa própria e, claro por mérito do adversário - lembro que um aprendiz de treinador esteve dois anos sem derrotas no campeonato.
Mas, feito esta defesa incondicional do Jesus e do trabalho da Direção do BENFICA, confesso que não gostei de voltar a pensar em Vigo. E pensei.
Pensei, quando vi o SPORT LISBOA E BENFICA, no campo do Dínamo da BCI com receio de olhar o adversário, olhos nos olhos. Aqui por cima esta é a pior equipa às risquinhas que eu me lembro dos últimos anos. Os centrais são maus, os médios, tirando o Fernando, nem na B do Glorioso e os extremos estariam bons para ir fazer alongamentos no Canelas com o Macaco.
Mas, Jorge Jesus não percebeu o que este jogo significava - mais do que o jogo ou até a Taça, significaria mais um enorme rombo no porta-aviões do sistema, atirar para o esgoto uma equipa que já está na sarjeta. Significava uma enorme ONDA VERMELHA para encher a pedreira no próximo domingo.
Jorge Jesus não percebeu isso e tenho pena que assim tenha sido.
Mas, Mister, domingo lá estaremos no minho para levar o BENFICA ao 34. Mas, olhe que a A3 só me leva a Braga, ok? Não volte a levar o SLB para lá de Valença

6 comentários:

71460_5/8 disse...

um jogo mais importante que uma temporada???

BENFICA1904 disse...

34? Andas um pouco enganado jovem, diz antes 33

Marco Azevedo disse...

"Mister, domingo lá estaremos no minho para levar o BENFICA ao 34" - Em bom rigor, se não houvesse as abébias que houve nos dois últimos campeonatos, já deveríamos ir a caminho do 35º, mas só ainda vamos a caminho do 33º...

MeiralVermelho disse...

Malta, o deste ano já está e temos é que pensar no próximo e, além disso, como todos sabem cá na barbearia, as contas nunca foram o meu forte.
Mas, fica o prognóstico: vamos ganhar por muitos em Braga e ficaremos mais perto do 33.
MV

Unmasked disse...

Para ser sincero, depois de muitas coisas que li da imprensa e de adeptos tanto antis como alguns do nosso próprio clube, cheguei a pensar que este jogo da taça tinha resultado numa goleada idêntica, mas felizmente a verdade é que perdemos (bem) mas por 1-0.
Não inviabiliza a falta de atitude que foi notória em campo, claro. Mas por vezes fazem-se autênticas tempestadas...

Alberto disse...

Que valente merda de equipa que o Benfica tinha na altura lol