Copos gigantes, diásporas, Luís Sobrais, rallys e o Paulo Bento


No dia em que Maradona deu o primeiro scudetto da história do Nápoles, os adeptos deixaram uma faixa no cemitério da cidade a dizer "Não imaginam o que perderam".



Há 10 anos, em Guimarães, Ricardo Espírito-Santo, realizador da SportTV, ordenou a todos os 'câmaras' que parassem de filmar Miklos Feher enquanto nos deixava, marcando uma 'escola' com essa atitude.

Hoje, 10 anos depois,em Guimarães, o JN pede para lhes mandarmos fotografias dos mortos.


PS: O que se crê é que isto é o que vende, e vale o que vale, que é o quanto vender.

Por falar em jornalismo, e em vender. Já viram esta resposta do MaisFutebol?



É... Luís Sobral continua a pensar no imediato, e não consegue compreender que só está a afugentar a caça para o futuro. Para que raio vou clickar num link do maisfutebol para saber o que aconteceu (eles agora lançam sempre as notícias sem dizer o que vem na notícia, para que se abra os site), quando posso ler tudo isso em páginas de gente que vai lá e copia? Eu sei que é duro ler isto, também o é escrever, mas é a triste realidade, e não é a montar esse tipo de esquemas que se vai conseguir alguma coisa. Há que pensar no futuro, e não no presente imediato. Parecem aqueles programas que dão o dia toda cheios de cantoria e de chamadas de valor acrescentado, onde só os velhos vêem, e os jovens fogem a sete pés. E no futuro, quando os mais velhos morrerem? A juventude já nem vai ligar a televisão, criou esse hábito. Pense-se no futuro, mestres da comunicação social.

Mas vamos a coisas sérias. Portugal foi enrabado pela Albânia

Mas que raio de país é a Albânia, e porque é que só ouço falar deles quando há futebol?

Porque os albaneses também só ouviam falar de nós quando havia futebol. Nos tempos do comunismo, a única vez que o mundo moderno lá entrava, era quando um clube ou seleção lhes calhava na rifa, e deslumbrava um país, perante a visão extra-terrestre destes modernaços a entrarem-lhes pela montanha dentro.

Dos anos 50 aos 90, os albaneses expressavam-se pelo futebol, porque reprimidos pelo mais isolado regime do último século, não podiam falar de outra coisa na mesa de café ou no trabalho, já que era proibido falar de quase tudo. Diz a lenda que as finais da Champions, nos anos 60, eram mais debatidas nos cafés de Tirana do que nos cafés das terras que os haviam ganho, incluindo Lisboa. Talvez.

Em 91, tudo isso acabou, e saiu uma Albânia independente, com 500 anos de repressão em cima, e a só saber falar de futebol.

O que aconteceu?
Fugiram todos.
Até os futebolistas, com Eduard Abajaz a viajar até à Luz para treinar com o Benfica campeão de Toni. O comunismo caiu a boa hora para Abajaz, diga-se.
Deu-se a Diáspora albanesa (parece a nossa com os sérvios), e agora é ver jogadores com Xaqha, Xaqhiri, e aquele craque da seleção belga Junazjaz, zjanuzaj jazznarelva, (não sei, é ver no google), grandes craques albaneses, a jogar por outras seleções, fazendo com que a Albânia continue a ser falado pelo futebol, e se até agora era porque levava 7 ou 8 na pá, agora é porque derrotou Portugal. Um prémio merecido para estes rapazes.


(Embora vivesse para o Futebol, nunca o souberam jogar a grande nível. Durante o comunismo, nenhum jogador ia para o estrangeiro, e apenas as duas principais equipas do campeonato podiam comprar alguns jogadores a outros clubes que fossem da própria Albânia, para não serem os morcões da champions, o resto era jogar com os habitantes das vilas dos clubes, fazendo com que não se juntassem os melhores a evoluir durante uma época, apenas se encontrando nas raríssimas vezes que a seleção participava em alguma coisa)

Quanto ao jogo em si, levar com o Nani a pensar que é jogador da bola durante 70 minutos, e ainda ter que levar com o Paulo Bento a meter o Miguel Veloso quando estamos a perder com a Albânia, fez-me mais depressa desligar a televisão do que a trovoada.

O Nani acha que é o novo Ronaldo há 10 anos, quer marcar tudo e bater tudo e fazer fintinhas e levar muitas palminhas, e o pior de tudo é que o Paulo Bento não se põe no caralho.

É triste, porque a seleção não vive de sócios, não vive de vender camisolas, não vive de bilhetes vendidos, não vive de vender ou comprar jogadores, não vive de nada. Vive daquilo que os poderosos lhe dão, e em troca, fica lá quem os poderosos querem




Qualquer manchete de jornal desportivo que não tenha a palavra MERDA, não está a informar.
Já agora



Chega disto. Para descontrair, o resumo do Cota, e uma piadita




6 comentários:

Rennie disse...

fomos gastar milhões nesse anormal do beb...tiago, quando podiamos dar oportunidades a jovens da casa como o helder, o gonçalo, o rochinha, o ruben, o nuno santos, etc etc...é o que temos.



http://paremlacomisso.blogspot.co.uk/2014/09/aqui-ha-talento-n2-goncalo-guedes.html

Redceltic disse...

wow
será que tinha sumo ou era só vodka amarela?

lawrence disse...

É pá!
Ponham no "scouting" malta que também emborca copos para que, quando fôr preciso fazer o perfil dalgum pé-de-chumbo, saberem o que ele faz na vida!
Vilarinho a chefe do scouting!

lawrence disse...

E o Gascoigne!

mnlopes disse...

É pá, já tinha saudades de uma boa capa de jornal à Cabelo! Uma pérola.

Adepto do Benfica disse...

Aquela foto do Bebé ainda estava de ferias e ainda não era jogador nosso jogador.