Porque é que o Benfica vai ganhar o triplete?



Artigo de William Pereira para a prestigiada revista francesa SoFoot, traduzido e enviado pelo nosso correspondente no lado francês do facebook, Abel Ferreira.

Porque é que o Benfica vai ganhar o triplete?

O Benfica abordou o seu jogo da segunda mão frente ao Newcastle, com vantagem de dois golos (3-1), e muitas chances de chegar às meias-finais da Liga Europa. Quase tantas de realizar o mesmo triplete que o Porto em 2011. Jorge Jesus não exclui essa possibilidade. Longe disso. E ele está certo.


1 - Porque já há muito tempo que dura este jejúm.
O Benfica é para a Liga Europa o que o Borussia Dortmund é na Liga dos Campeões. Uma bela equipa que toda a gente quer ver triunfar. Um colectivo com toque de bola requintado e espectacular, reflete a ambição de um grande emblema europeu que deseja retomar a sua glória de antigamente. Porque há muito tempo, demasiado tempo, que os Lisboetas não ganham qualquer competição europeia. Duas taças das orelhas grandes que estão na prateleira da sala de troféus dos encarnados, a última em 1962. Entretanto o grande rival FC Porto alcançou e ultrapassou "o glorioso" ao vencer duas Champions e mais duas Uefas, tudo no espaço de 24 anos. Mas este ano, mais do que nunca, a águia é mais forte que o dragão. Os resultados também estão lá para testemunhar. Os Lisboetas estão envolvidos na Liga Europa, na Taça de Portugal e a dominar a Liga Zon Sagres. No Norte, que tem na mira o Porto? A desinteressante Taça da Liga e um terceiro título consecutivo a ser bem difícil de alcançar. O Benfica tem quatro pontos de avanço sobre o FC Porto a cinco jornadas do fim, e apesar de ter um calendário difícil, deverá triunfar logicamente  Como na Taça e na Liga Europa. O inverso seria de uma injustiça cruel para Jorge Jesus, cuja criação finalmente atingiu quase a perfeição.
2 . Porque tem Nemanja Matic
Das oito equipas ainda presentes na irmã mais nova da Liga dos Campeões, o Benfica é aquele que melhor joga. Então, sim o Chelsea tem individualidades superiores, o Newcastle um jogo mais musculoso - normal, dado o número de jogadores oriundos da Ligue 1 (campeonato francês) que estão no plantel de Pardew - o Tottenham de Villas-Boas, que já ganhou a Liga Europa. Mas há menos diversão ao ver estes três jogar durante 90 minutos que meia hora com Jorge Jesus e os seus pupilos. No relvado, o Benfica é tudo menos previsível, e é o que o torna tão encantador. No papel, na maioria das vezes os Lisboetas evoluem em 4-4-2 (4-1-3-2 para ser mais preciso). A menos que tenham a bola. Falar de futebol total seria - pelo menos - uma hipérbole, mas parece muito difícil para uma pessoa que nunca os viu jogar, e que chega a meio do jogo, de saber em que posição jogam Salvio, Enzo Pérez ou Ola John. Completamente normal, tanto os médios, os laterais como os extremos estão constantemente em movimento. O único que permanece fixo - além Artur, Garay e Luisão - a quem Jorge Jesus deu as chaves este ano, chama-se Nemanja Matic. Um rapaz em que ninguém nunca acreditou em Lisboa até ao seu clássico perfeito pontuado com um golo de loucos no Estádio da Luz a 13 de janeiro.
O jovem sérvio beneficiou da saída do excelente Javi Garcia para o Manchester City, para ganhar o tempo de jogo e se adaptar ao sistema de Jorge Jesus. E em pouco tempo, ele domou o meio-campo do SLB. Matic sabe fazer absolutamente tudo. Após a sua chegada a Portugal, sabíamos que era bom na arte da recuperação de bola, bom no jogo aéreo, bom a saír a jogar. Mas o trabalho de Jorge Jesus transformou-o num monstro. Hoje, ele dribla como um anão de 1m60 (mede 1m94), toma quase sempre as decisões certas, e até factura.
Se o ex-Chelsea se tornou indispensável para o Benfica, isso não é por acaso. Em Portugal, muitos o dizem já ao nível do Fernando (FC Porto), enquanto o brasileiro precisou de vários anos para se tornar no trinco formidável que é hoje. Matic, é também e sobretudo o único homem que não tem igual no plantem da águias. O único insubstituível.
3 - Porque o Benfica tem um banco de loucos
Para os outros cargos, cada homem forte tem o seu suplente. Se é que se pode falar em suplente. No ataque, por exemplo, Jorge Jesus tem a escolha entre Oscar Cardozo, Lima e Rodrigo. Fixe. Basta dizer que, a menos que aconteça um desastre, o Benfica terá sempre um ataque de fogo. Como no meio-campo e nas alas. Enzo Pérez, Nico Gaitan, Salvio, Ola John, André Almeida, Pablo Aimar e Carlos Martins são todos soluções ao dispor do técnico Português, em quem queremos acreditar, quando ele diz na conferência de imprensa que "os seus jogadores não estão cansados. "
Esta é também a primeira vez que o Benfica versão Jesus entra na recta final da temporada, neste estado de frescura. Já no ano passado, a equipa parecia ser mais forte do que o FC Porto, o que não impediu o clube rival de ser campeão, e isso porque o Benfica não tinha os meios físicos para jogar em todas as mesas - neste caso a CL, o campeonato e a Taça da Liga. No final da temporada 2012-2013, os encarnados têm, portanto, todas as cartas na mão para chegar à lua e calar o arrogante Porto durante um bom momento.

5 comentários:

garcias disse...

ja tinha lido
postado nos comentários pelo utilizador (atento) David Duarte ;)

friikniik disse...

Posso dizer/escrever uma coisa? Adoraria ver Aimar beijar as três taças e retirar-se, para seguir carreira no Benfica. Desejo então que ele tenha feito tudo para ter a sua vida económica independente do futebol, para que não tenha de fazer un interregno de 2 ou 3 anos a jogar num qualquer clube árabe ou chinês antes de voltar.

Vitto Vendetta disse...

O DD traduziu isto? Onde é que tá? ora bolas, andei eu a cravar tradutores no facebook eheh

Vitto Vendetta disse...

Já encontrei. Está perdido nos comments de um post do Valdemar, e como não tenho tido grande tempo na net, não li esses comments.

Desculpa David Duarte, devia ter imaginado que tu ias estar atento a isso :) Vê lá se deixas um shoutout no facebook do Cabelo para eu te adicionar.

(obrigado Garcias, por alertares)

David Duarte disse...

No problem Vitto ^^ estava é a estranhar que um texto destes não mereça publicação no Cabelo!