E, quanto ao jogo? O que esperar do jogo?
O que eu diria se tivesse o meu NIB na contabilidade das televisões para fazer comentários estúpidos?
Um clássico é um clássico e se o Arouca teve algumas dificuldades para ganhar no dragão, também eles podem, como equipa pequena, vir à CATEDRAL, provocar uma surpresa.
Isto é - o futebol é futebol e como se viu num jogo da primeira volta, às vezes, aos 30 minutos, estamos a perder 3-0,
sem saber ler nem escrever...
Mas, vamos lá racionalizar a coisa, olhando com diferentes óculos:
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emocionalmente, estamos muito melhor e há muitos anos que não me lembrava de chegar a este dia tão tranquilo. São seis pontos de avanço e há dois cenários possíveis: eles perdem e estão fora da liga ou não perdem e continuam a poder sonhar.
Ora, do ponto de vista emocional esta pode ser uma questão-chave - é uma situação de
all-in para os risquinhas e, como sabemos, essa energia pode ser positiva se o jogo começar a correr bem ou muito má se tiverem um azar inicial. Portanto, diria - começar o jogo com TUDO em cima deles e acreditar que sessenta mil nas bancadas vão conseguir decidir o jogo na primeira meia-hora.
Lembro-me do que foi o jogo de há dois anos onde a componente emocional, associada à morte do KING, foi decisiva. Vamos, lá criar essa atmosfera para este jogo também.
- a
história: Não me posso esquecer que sou do tempo em que este jogo era derrota pela certa. Para o campeonato, fizemos 81 jogos em casa e vencemos 42 (52%), empatamos 25 (31%) e perdemos 14 (17%). Desde 2000 conseguimos ser felizes em 5, infelizes noutros 5 e houve 6 empates. Mas, como se costuma dizer, os jogos não ganham camisolas, o equilíbrio pode ser a marca deste século, mas está na hora de começar a desenhar uma nova história - desta vez não temos o Proença a apitar.
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o onze: fácil. Vamos entrar em campo com o Imperador na baliza, defesa com André e Eliseu nas Alas, com o Jardel e o Manel no meio. À frente deles o Samaris e o nosso Pantera. Do lado direito, o Pizzi e na Esquerda o Mágico. Na frente a dupla que faz sonhar a Europa. Do outro lado? Não sei, nem interessa;
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Mister: zero de pressão para Rui Vitória porque aconteça o que acontecer, tudo fica em aberto. Pressão total para Peseiro e, pelo seu passado, sabemos que essa não é a sua praia.
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Factor CASA: pelo que disse atrás, essa não tem sido uma questão sempre decisiva, mas obviamente é melhor jogar em casa do que fora e por isso o INFERNO tem que queimar estes infelizes de forma categórica.
Como se pode ver, é fácil perceber que temos mais coisas pró do que contra.
Vamos a isto.
Afinem as gargantas!
Vamos levar o
BENFICA #rumoao35