Ironia, é a melhor palavra para descrever o último dia de
transferências (em Portugal, Reino Unido, Espanha e Itália. Falta terminar o
francês, o turco e, especialmente, o russo, que só termina a 6 de Setembro).
No
Sporting, o último dia de transferências foi vivido pelos
adeptos como aquele cão japonês dum
filme protagonizado pelo Richard Gere. Trata-se
de um filme, baseado numa história real, sobre um
cão e a lealdade deste para
com o seu dono, mesmo após a sua morte, onde o cão continuava a esperá-lo na
estação de comboios, dia após dia. Nunca vi o filme mas uma coisa tenho a certeza, o dono
nunca apareceu. Assim foram
os adeptos do Sporting ontem, sentados, numa qualquer estação virtual, a clicar
repetidamente no
F5, à espera de um
avançado que nunca chegou.
Num plantel que tem apenas um ponta de lança, Ricky, que
emprestou Wilson Eduardo para a Académica, colocou o Rubio na equipa B, que
rescindiu com Pongolle e emprestou Bojinov a um clube da Serie B italiana, quão
irónico é, observar que os únicos jogadores inscritos no último dia foram o
Júlio-irmão-do-Bruno-Alves-e-que-tem-como-empresário-o-Jorge-Mendes e um puto
de chinês de 18 anos para a equipa B? Demasiado
irónico, a roçar o sarcasmo, diria eu.
 |
| Não via o Dragon Ball, mas se visse sabia o que colocar neste legenda! |
Quando, há pouco mais de mês, por altura da Eusébio Cup, o
Javi Garcia dizia que “Real Madrid? Só me vejo a jogar no Benfica”, poucos
imaginariam vê-lo partir para Manchester na mesma noite em que a sua namorada, a
potente Elena Gomez, mostrava os seus dotes na RTP1 , no programa “5 Para a Meia Noite” , ao lado -
oh, the irony - do Carlos "Bear"
Malato. Pensando melhor, isto não é ironia, é
gozo.
.
Mas ainda mais irónico é ver o
Jorge Jesus justificar a não-contratação
de um
substituto para o Javi porque,
disse ele hoje, “(…) e foi por isso que
disse ao presidente que não queria nenhum estrangeiro porque havia
portugueses
no plantel para solucionar essa questão.” Isto vindo do mesmo tipo que “
dispensou”
Carlos Martins e Ruben Amorim a época passada, Roderick, Nélson Oliveira , Hugo
Vieira e Djaló esta época, é absolutamente
delicioso.
(A ida do Javi Garcia, por pouco mais de metade do valor da
cláusula de rescisão, no último dia do mercado, sem ser devidamente preenchido
o lugar vago deixado pela sua saída, é a prova de que as centenas de notícias das idas
de Gaitan para o Man Utd e Witsel para o Real Madrid, não passaram de meras “plantações”
nos jornais que as publicaram.)
No Porto, a ironia é que, o clube mais vendedor dos últimos
anos em Portugal, não efectou nenhuma mega-venda esta época, como fez com Deco,
Lucho, Lisandro ou Falcao noutros anos.
Aceitam-se apostas para qual a
modalidade que fechará portas este ano no Dragão, a não ser que os
petro-rublo-dólares da Gazprom do
Zenit falem mais alto até ao próximo dia 6 de
Setembro.
Ah, quase que me ia esquecendo, e que dizer da suprema
ironia que é a última contratação da época do Porto ser, precisamente, um...
defesa-esquerdo?!